domingo, 1 de abril de 2012

Recaídas...

E por mais que eu sinta a tua falta,
meu orgulho não deixará te dizer um oi.
E por mais que eu queria teu abraço,
meu coração sente medo de perdê-lo uma vez mais.

- Animaa... - disse ela.

Às vezes devemos agradecer as pessoas, ainda mais quando essa pessoa faz de tudo para te ver sorrir. Aqui não estarão muitas palavras. Apenas um obrigado e o sorriso que ela sempre quer ver.
Obrigado Dani. <3

Meu abraço te amarrota, meu estranho natural...


sábado, 17 de março de 2012

Diálogos


E a solidão de minhas palavras,
morrem num pensamento perdido.
morrem em palavras dispersas
morrem onde um dia, havia esperança.

Ainda queria o teu semblante por aqui,
vê-lo surgir como o amanhecer do sol
numa manhã fria de domingo,
como se o mundo fosse feito apenas para nós.

E na solidão de minhas palavras agora mortas,
é estranho o sentido de ir embora
e manter a esperança de te ver voltar,
mesmo não tendo a certeza de que esteve aqui,
pois tudo o que tenho pra dizer é:
Não me deixei ir embora daqui.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Questionar é viver. Ainda estou me perguntando o sentido da segunda palavra.


      É engraçado como tudo tem um motivo pra acontecer. Até mesmo aquele desespero irracional que vem de nem sei onde, apenas para te mostrar que há esperança atrás daquela névoa. Às vezes tudo parece tão errado para que quando o certo chegar haja ao menos um gosto de satisfação de ter passado por tudo aquilo que um dia te desanimou.
      Até o desespero, por mais idiota que ele pareça ser, te motiva a continuar. Apenas a continuar, mesmo que não tenha um destino determinado. A coisa mais linda da vida é ser surpreendido pelo acaso. As coisas planejadas, por mais que assim sejam, podem cair por terra sem nem ao menos avisar! Já parou para pensar na gravidade que é isso?
     Estabelecemos tantos e tantos objetivos na vida que - algumas vezes, propositalmente - ficamos cegos. E foi assim que eu me entreguei ao imediatismo da impossibilidade de conseguir algo simples. Foi esse tal de desespero irracional que formou uma enorme capsula negativa em torno de mim. Eu deixei-a se formar até me sufocar, mas o sol sempre nascerá amanhã mais uma vez, fazendo essa névoa e essa capsula se dissipar em água pelo menos por hoje.
      É como dizem: somos o centro do nosso próprio universo, pois somos unicos. Isso nos torna cada um dono o próprio mundo e é isso que mais me deixa confuso: o sentido de viver. 


sexta-feira, 9 de março de 2012

Sometimes, I wish I could save you...


Sem dor, sem amor, sem vida.

      E ele estava ali, deitado no chão esperando suas aulas começarem. Logo a sua frente estava à escada de mármore branco, com corrimão de madeira e grades de ferro, com uma aparência feia - mas na tua visão algo maravilhoso - e descuidada. Aquele elevador antigo estampava a idade do local.  Tudo parecia possuir um gosto acolhedor e simples. Lia aquele livro que havia deixado de lado fazia um tempo, com seus fones e música alta para ignorar quem passasse por lá. Estava no terceiro andar daquele prédio magnífico.
      Gostava de estar ali. A paz que sentia era única e a coisa que mais gostava era as escadas.
      Até então, o corredor estava lotado. Podia sentir a presença de várias e várias pessoas conversando ao seu redor, inclusive aquele garoto do qual não tirava os olhos. Tua presença o encantava. Até demais. Via vários pés indo e vindo e algumas risadas que conseguiam ultrapassar o volume do celular. Era a sua forma de fugir do mundo e não ser incomodado, pelo menos por um tempo.
Fechou o livro e percebeu que continuava acompanhado no corredor. Não entendia o porquê. Levantou-se e caminho até a escada. Que magnífica era aquela visão que tinha do térreo. Sempre imaginou como seria se jogar de lá.  Sempre ficava dias e dias debruçado olhando para baixo. Olhou para os dois lados e fechando os olhos, subiu na beirada. Ninguém nem ao menos percebera o que queria fazer. Conseguiu ficar totalmente em pé e fechando os braços se jogou.
      Foi a melhor sensação que poderia ter sentido na tua vida, fazendo dele o ser mais completo naquele instante que se passava. De certa forma a queda foi um tanto quanto lenta, para que pelo menos o prazer aumentasse. Seu corpo nem ao menos conseguiu tocar o chão. Foi como se flutuasse com seus olhos fixos naquele chão quadriculado.
      Nesse momento, sentiu medo do próprio suicídio. Sentiu medo do que a pessoas iriam dizer ao vê-lo jogado no chão e do que fariam após isso. Sentiu um aperto no peito ao pensar nas pessoas que ama, mesmo que alguma nem ao menos dê atenção a esse fato. Sentiu-se como o traidor de si mesmo ao fazer aquilo. Quis voltar ao que era antes e fechou os olhos mais uma vez. Passaram-se alguns segundos sem sentir absolutamente nada.
      Sem dor, sem amor, sem vida. Já era tarde de mais.

 




sábado, 3 de março de 2012

Eu vejo amor.

Eu vejo amizade.
Eu vejo alguém que ajuda a segurar meu mundo com um abraço.
Eu vejo tudo o que eu preciso pra viver.
Eu vejo alguém que sorri e me faz sorrir apenas por estar ali.
Eu vejo Mariana.
Eu vejo alguém que já chorou muito e agora vai se levantando.
Eu vejo bolos de canecas quando tivermos nossa casa.
Eu vejo nós rindo do Geraldo e sua esposa.
Eu vejo...

 
tudo o que há...


 

de bom no mundo...


apenas contigo.
<3


E você? O que vê?

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sobre maturidade e algumas coisas sem sentido.

      Já parou para pensar sobre o que você significa hoje? É estranho quando paramos para rever todo o caminho percorrido até agora, pois ficamos simplesmente irreconhecíveis.  É aquele momento em que você pára pra observar o modo que agia há um ano. A cada passo que damos... A cada pequeno detalhe que vivemos faz com que - de algum modo, acredito eu - crescemos mais e mais. Não existe um nível de maturidade a ser atingido. É puro do ser humano crescer com o passar do tempo independentemente de idade ou não. Além do mais, na minha visão, idade não vale de nada.
      Toda essa parafernália me levou hoje a refletir sobre algo que já faço há algum tempinho. Crescer nunca é demais - isso é um fato - mas será que essas mudanças fizeram com que você machucasse alguém pelo caminho? Caso eu tenha feito isso pra alguém, peço desculpas.
      Um ano atrás, eu estava entrando na Etec. Nossa, que maravilha! Tudo era perfeito e divertido. Éramos pessoas inocentes e nem ao menos percebemos isso. Tínhamos a ousadia de dizer que éramos maduros sem nem ao menos saber o que é viver. Com certeza, éramos pessoas melhores. Um ano depois, prestamos vestibulinho e entramos para uma segunda instituição de ensino para tornarmos profissionais. Eu escolhi nutrição, área da saúde. É ai que começa o primeiro passo pra voar sozinho.
       Isso pode não ser nada para a maioria das pessoas, mas isso é tão importante para mim. Um ano atrás eu era um garoto que tinha passado num concurso público e agora sou um garoto que estuda 14 horas por dia e dorme menos de 6. Essa mudança de universo que tive desde que sai da 8º série naquela escola deu um baita choque de realidade e força pra continuar tentando. Hoje suspiramos e olhamos o que um dia já fomos e percebemos que éramos infantis. Olhamos para o presente e percebemos novamente que não somos nada. Sempre terminamos tentando montar um projeto do que seremos amanhã. Minha rotina me fez cético. Minha profissão me fez cético assim. Tenho que dizer também que tudo isso mudou a minha visão sobre algumas pessoas, mas os sentimentos por uma não muda, por mais que eu queira. (eu não quero). 
      Agora as coisas mudaram. E como mudaram. Nada de hoje é igual as coisas de ontem. E se isso não faz ou fez o menor sentindo para muitos, não dou a menor importância. Talvez, nem pra mim tenha feito algum.
      

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Calma, espera o teu mundo desabar...


...para você perceber tudo o que está fazendo de errado. Espera teu mundo desabar, pra voltar e refazer toda uma vida. Muitos dizem que não é necessário isso acontecer, mas às vezes, por mais que os suportes aparentem "suportar" tudo isso, eles vão explodir. Eu sei que vão, pois há duas possibilidades quando isso acontecer. Ficar dopado ou chorar até meus olhos não agüentarem mais. Acho que estou precisando chorar mesmo, mas nesse momento não é a hora certa. O copo está cheio e, provavelmente falte apenas mais algumas gotas que não sei do que serão. Uma mistura de tudo e um pouco mais. Puxado pra um sentimento mal resolvido e uma falta incomôda de qualquer coisa. Eu sei que vai dar merda. Eu sei que eu vou levar mais um tapa da vida, mas e daí? Deixa desabar...