sábado, 7 de abril de 2012
Cabeça cheia, palavras avulsas...
Eu poderia dizer: “És um tolo, buscas o que não
se pode encontrar neste mundo.” Mas eu a encontrei, senti o seu coração, a
grande alma, em cuja presença eu parecia crescer para além de mim mesmo, porque
eu era tudo o que podia ser. - J.W. Goethe
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Agradecimentos prévios à J.W. Goethe
Todos têm um livro que se
encaixará perfeitamente em nós e nós nele. Pode ser a coisa mais banal ou
também pode ser a transcrição da própria alma. No que já pude ler desse livro, Goethe me mostrou nada mais nada menos do que a mim mesmo. É como olhar num
espelho sombrio escurecido pela sua própria áurea negativa. Werther e eu somos
parecidos que chegamos a ser um só, se não a mesma pessoa. “É como ler a sua
alma” Talvez ela tenha razão. Ou quando ela ler isso irá dizer: “É claro que
eu tenho razão.”
Por fim, depois de ter fugido
um pouco do foco desse post, volto a agradecer a Goethe por ter sintetizado
essa obra. Os sofrimentos dele parecessem tão reais que podem ser reconhecidos
em mim. Vou ser sincero com você, leitor, que tenho medo do final dele. Goethe
se salvou pela bala do teu herói, mas e eu? Serei salvo pelo que? Essas
perguntas não podem nem ao menos ser respondidas agora. Falta muito para
que os nossos finais se encontrem.
domingo, 1 de abril de 2012
Recaídas...
E por mais que eu sinta
a tua falta,
meu orgulho não deixará te dizer um oi.
E por mais que eu queria teu abraço,
meu coração sente medo de perdê-lo uma vez mais.
meu orgulho não deixará te dizer um oi.
E por mais que eu queria teu abraço,
meu coração sente medo de perdê-lo uma vez mais.
- Animaa... - disse ela.
Às vezes devemos agradecer as pessoas, ainda mais quando essa pessoa faz de tudo para te ver sorrir. Aqui não estarão muitas palavras. Apenas um obrigado e o sorriso que ela sempre quer ver.
Obrigado Dani. <3
sábado, 17 de março de 2012
Diálogos
E a solidão de minhas palavras,
morrem num pensamento perdido.
morrem em palavras dispersas
morrem onde um dia, havia esperança.
morrem num pensamento perdido.
morrem em palavras dispersas
morrem onde um dia, havia esperança.
Ainda queria o teu semblante por aqui,
vê-lo surgir como o amanhecer do sol
numa manhã fria de domingo,
como se o mundo fosse feito apenas para nós.
vê-lo surgir como o amanhecer do sol
numa manhã fria de domingo,
como se o mundo fosse feito apenas para nós.
E na solidão de minhas palavras agora mortas,
é estranho o sentido de ir embora
e manter a esperança de te ver voltar,
mesmo não tendo a certeza de que esteve aqui,
pois tudo o que tenho pra dizer é:
Não me deixei ir embora daqui.
é estranho o sentido de ir embora
e manter a esperança de te ver voltar,
mesmo não tendo a certeza de que esteve aqui,
pois tudo o que tenho pra dizer é:
Não me deixei ir embora daqui.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Questionar é viver. Ainda estou me perguntando o sentido da segunda palavra.
É engraçado como tudo tem um motivo pra acontecer.
Até mesmo aquele desespero irracional que vem de nem sei onde, apenas para te
mostrar que há esperança atrás daquela névoa. Às vezes tudo parece tão errado
para que quando o certo chegar haja ao menos um gosto de satisfação de ter
passado por tudo aquilo que um dia te desanimou.
Até o desespero, por mais idiota que ele pareça
ser, te motiva a continuar. Apenas a continuar, mesmo que não tenha um destino
determinado. A coisa mais linda da vida é ser surpreendido pelo acaso. As
coisas planejadas, por mais que assim sejam, podem cair por terra sem nem ao
menos avisar! Já parou para pensar na gravidade que é isso?
Estabelecemos tantos e tantos objetivos na vida
que - algumas vezes, propositalmente - ficamos cegos. E foi assim que eu me
entreguei ao imediatismo da impossibilidade de conseguir algo simples. Foi esse
tal de desespero irracional que formou uma enorme capsula negativa em torno de
mim. Eu deixei-a se formar até me sufocar, mas o sol sempre nascerá amanhã mais
uma vez, fazendo essa névoa e essa capsula se dissipar em água pelo menos por
hoje.
É como dizem: somos o centro do nosso próprio universo, pois somos unicos. Isso nos torna cada um dono o próprio mundo e é isso que mais me deixa confuso: o sentido de viver.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Sem dor, sem amor, sem vida.
E ele estava ali, deitado no chão esperando suas aulas
começarem. Logo a sua frente estava à escada de mármore branco, com corrimão de
madeira e grades de ferro, com uma aparência feia - mas na tua visão algo
maravilhoso - e descuidada. Aquele elevador antigo estampava a idade do local. Tudo parecia possuir um gosto acolhedor e
simples. Lia aquele livro que havia deixado de lado fazia um tempo, com seus
fones e música alta para ignorar quem passasse por lá. Estava no terceiro andar
daquele prédio magnífico.
Gostava de estar ali. A paz que sentia era única e a
coisa que mais gostava era as escadas.
Até então, o corredor estava lotado. Podia sentir a presença
de várias e várias pessoas conversando ao seu redor, inclusive aquele garoto do
qual não tirava os olhos. Tua presença o encantava. Até demais. Via vários pés
indo e vindo e algumas risadas que conseguiam ultrapassar o volume do celular. Era
a sua forma de fugir do mundo e não ser incomodado, pelo menos por um tempo.
Fechou o livro e percebeu que continuava acompanhado no
corredor. Não entendia o porquê. Levantou-se e caminho até a escada. Que magnífica
era aquela visão que tinha do térreo. Sempre imaginou como seria se jogar de
lá. Sempre ficava dias e dias debruçado
olhando para baixo. Olhou para os dois lados e fechando os olhos, subiu na
beirada. Ninguém nem ao menos percebera o que queria fazer. Conseguiu ficar
totalmente em pé e fechando os braços se jogou.
Foi a melhor sensação que poderia ter sentido na tua vida,
fazendo dele o ser mais completo naquele instante que se passava. De certa
forma a queda foi um tanto quanto lenta, para que pelo menos o prazer
aumentasse. Seu corpo nem ao menos conseguiu tocar o chão. Foi como se
flutuasse com seus olhos fixos naquele chão quadriculado.
Nesse momento, sentiu medo do próprio suicídio. Sentiu
medo do que a pessoas iriam dizer ao vê-lo jogado no chão e do que fariam após
isso. Sentiu um aperto no peito ao pensar nas pessoas que ama, mesmo que alguma
nem ao menos dê atenção a esse fato. Sentiu-se como o traidor de si mesmo ao
fazer aquilo. Quis voltar ao que era antes e fechou os olhos mais uma vez.
Passaram-se alguns segundos sem sentir absolutamente nada.
Sem dor, sem amor, sem vida. Já era tarde de mais.
sábado, 3 de março de 2012
Eu vejo amor.
Eu vejo amizade.
Eu vejo alguém que ajuda a segurar meu mundo com um abraço.
Eu vejo tudo o que eu preciso pra viver.
Eu vejo alguém que sorri e me faz sorrir apenas por estar ali.
Eu vejo Mariana.
Eu vejo alguém que já chorou muito e agora vai se levantando.
Eu vejo bolos de canecas quando tivermos nossa casa.
Eu vejo nós rindo do Geraldo e sua esposa.
Eu vejo...
Eu vejo alguém que ajuda a segurar meu mundo com um abraço.
Eu vejo tudo o que eu preciso pra viver.
Eu vejo alguém que sorri e me faz sorrir apenas por estar ali.
Eu vejo Mariana.
Eu vejo alguém que já chorou muito e agora vai se levantando.
Eu vejo bolos de canecas quando tivermos nossa casa.
Eu vejo nós rindo do Geraldo e sua esposa.
Eu vejo...
tudo o
que há...
de bom
no mundo...
apenas contigo.
<3
<3
E você? O que vê?
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