quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Daniel O. (?)

Falarei em frases soltas para que eu me compreenda melhor. 
Não sei porque pensar em ti. Não nos vemos. Não conversamos.
Tu deve me odiar. 
E não sei o porquê, mas tenho pensado em ti de forma que desconheço.
Não é pena, vingança ou qualquer coisa do gênero. 
É você. Invadiu meu pensamento, apenas.
Simples ou não.
Não sei. Só é estranho. 
Então fica aqui um 'oi' para esse monólogo sem sentido.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Adeus, Lenin.

      Era uma manhã chuvosa quando saí para trabalhar quando me deparei com ele. Estava todo encharcado, triste e acoado na beirada da porta onde escorria menos água. Não aguentei e o peguei no colo, colocando dentro o meu paletó e voltando para o meu apartamento. Creio que estava com muito frio e quase morrendo, pois estávamos no inverno.
   
  Abrindo a porta rapidamente corri pelo meu pequeno apartamento e abri o chuveiro quente enquanto procurava - talvez - uma toalha para secá-lo. Dei- lhe um bom banho e o sequei. Me agradeceu com miúdos olhos de gratidão. Seguiu-se assim uma amizade bem sincera, se o problema não fosse eu.

      Nunca entendi quais eram os verdadeiros problemas quando me atrevi a trazer aquele pobre ser para o meu circulo fechado de sentimentos, como em uma determinada manhã em que desatinei a imaginar como seria o mundo com milhares de camélias no jardim. Esqueci que eu não tenho um jardim.

     Fato é que  não me lembro bem do que aconteceu. e talvez não importe muito. Algumas lembranças merecem - e devem - ser esquecidas. Sei que fui eu. Não poderia ser ninguém além de mim para cometer tal atrocidade. Mas não quero contar os detalhes. Peço permissão para pular toda a tragédia, pois ela tem muitos sentidos diferentes.

      Preciso terminar por aqui. As enfermeiras dizem que sou paciente terminal, que ofereço risco aos outros internados... "Vou tomar meu último drink."

      E Ele ainda está lá.

      Por favor, Doutor. Deixe essa minha carta lá perto da pia da cozinha. Peça desculpas a ele e diga que não me arrependo, mas sinto saudades. Adeus.
      

sábado, 5 de janeiro de 2013

E por isso, não aprendi a voar.

Não há certezas
E os versos estão incompletos.
É como se não houvesse nada,
Mas preciso falar...
Sobre você. Sobre essa saudade.
Sobre esse medo do Tempo.

A estrada é longa, e tu apenas a enxerga de longe.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Negação.


Não sou poeta.
Não sou filosofo.
Não sou o porto seguro de ninguém.
Sou estrela cadente
Sou a ausência no teu silencio.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Vida.

Por devaneio, voltei naquele poço de esperanças palavreadas e não pude impedir que pequenos sorrisos surgissem no meu rosto ao ler aquele texto novamente. E deu vontade de voltar, apenas para dar uma olhada da  plateia e rir ou chorar novamente, conforme a cena. Não ser mais aquele que faz cena principal de uma história recontada em textos e lágrimas. Deu vontade e como toda vontade trouxe o medo novamente. O que é observar a si mesmo em terceira pessoa?  O que é observar o universo sem amar?






quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Do que não deu certo.

É de certa forma estranho. É como se você encontrasse o passado naquela última esquina que entrou e simplesmente não percebeu. Continua andando e pisa em algo que ambos gostavam de chamar de planos, pois eram assim que se viam.
Aí vêm aquela monotonia d'um filme de 90 minutos.
Então percebe que não terá dois filhos;
que não terá um jardim;
ou talvez uma cozinha espaçosa.
E lembra também que não terá ninguém te esperando pra ouvir tuas histórias do hospital, ou da sala de aula, quem sabe... Percebe que não terá quase ninguém pra te apoiar quando chegar o período de faculdade.
Mas, além de cruzar com o passado e pisar acidentalmente naquilo que eram planos, nota-se que ainda há algo dentro de você.
Essas são as ironias da vida.
E aí está a maior ironia da vida.
Ela mesma.

     
     

sábado, 3 de novembro de 2012

Aos vagalumes e a borboleta que vive em meu quarto.

O que está aqui deveria ser algo impressionante, mas as palavras não saem mais...

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Tempo errantes.

      Subitamente hoje, achei que cairia em teus braços e entraria num desespero eterno. Surgiu, talvez, dentro d'uma conversa paralela aqui e outra ali. Nada mais sei que veio e resolveu ficar.
     Se é saudade, não sei. Em outrora poderia ser até algo mais concreto. Se é poesia morta,  imagino-a talvez. Sinto um requintado gosto de passado.
      São Tempos errantes em que teu abraço faz falta e minha existencia é nula diante de ti. Tempos errantes que nos transformaram em enormes ignorante da própria imagem e ridiculamente um em relação ao outro.
      Se estou morto, creio que meus fragmentos ainda lembram de você, mesmo teu rosto estando perdido em alguma passagem do tempo. Surgem então essa palavra que me dá medo e o futuro me dá medo e olhar para mim mesmo dá medo, pois era pra ser mais do que isso.
      Teus olhos continuam os mesmos, minha criança....    M.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Palavras de um ser morto, porém vivo.

      Se Machado de Assis começa teu livro com a dedicatória " Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembranças estas Memórias Póstumas" quem sou eu de fazer diferente, porém ainda vivo, talvez.
     Começo dizendo que já devo ter morrido para muitas pessoas e portanto não posso contar nos dedos. Sou vã morto apenas por irônia do destino... E do tempo. Ah, que traíra esse tempo. Admiti minha morte quando partiu rua a dentro sem olhar nos meus olhos. Morto pra você. Morto pra sempre.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Últimas palavras de um caderno secreto

      Foi-se da forma que as de antes. O melhor é que eu já esperava por isso. Sabe, anjo, eu não estava mais naquela nossa casa e aquele meu mundo perfeito já havia deixado de ser perfeito desde o momento que abri mão de mim mesmo. Nunca o abandonei completamente e talvez ele tenha sido tão meu pra suprir toda essa carência. Ele foi meu, ele foi seu, ele foi nosso até o momento de não ser de mais ninguém.
      Pergunto-me, principalmente, no que você se transformou. Veja, Anjo, amor nunca morre mesmo você indo pra sempre. Hoje, digo adeus da mesma forma que tu. Terminou de forma inocente e com aquele típico abraço incompleto. O único que não deixou aquela vontade de querer voltar.
      Vai, anjo e voa pra onde tu quiser. Que as noites estreladas por onde passar acolham-te bem.

      Adeus.