sábado, 5 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
"A morte de Lindóia"
[...]
Os olhos, em que Amor reinava, um dia,
Cheios de morte; e muda aquela língua,
Que ao surdo vento, e aos ecos tantas vezes
Contou a larga história de seus males.
Nos olhos Caitutu não sofre o pranto,
E rompe em profundíssimos suspiros,
Lendo na testa da fronteira gruta
De sua mão já trêmula gravado
O alheio crime, e a voluntária morte.
E por todas as partes repetido
O suspirado nome de Cacambo.
Inda conserva o pálido semblante
Um não sei quê de magoado, e triste,
Que os corações mais duros enternece.
Tanto era bela no seu rosto a morte!
Os olhos, em que Amor reinava, um dia,
Cheios de morte; e muda aquela língua,
Que ao surdo vento, e aos ecos tantas vezes
Contou a larga história de seus males.
Nos olhos Caitutu não sofre o pranto,
E rompe em profundíssimos suspiros,
Lendo na testa da fronteira gruta
De sua mão já trêmula gravado
O alheio crime, e a voluntária morte.
E por todas as partes repetido
O suspirado nome de Cacambo.
Inda conserva o pálido semblante
Um não sei quê de magoado, e triste,
Que os corações mais duros enternece.
Tanto era bela no seu rosto a morte!
Basilio da Gama
segunda-feira, 23 de abril de 2012
“Levantem as barreiras. Montem as defesas para uma nova guerra consigo mesmo.”
Um nome. Uma situação. Os atores em cena. Fecha os olhos e volta.
Não sou nada nesta peça. Mas o fato de estar na primeira fila me machuca.
Passagem do Tempo. O quão horrível ele pode ser isso?
O quão dolorido é estar sozinho quando o mundo te sufoca?
Dói menos do que ter a coragem de deixar de ser como é...
Não sou nada nesta peça. Mas o fato de estar na primeira fila me machuca.
Passagem do Tempo. O quão horrível ele pode ser isso?
O quão dolorido é estar sozinho quando o mundo te sufoca?
Dói menos do que ter a coragem de deixar de ser como é...
Mas... deixa o verão pra mais tarde.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Será que você lembra?
Letras feitas de
papel que estão guardadas até hoje, que um dia já significou o mundo, sendo assim, mais uma recordação.
16 de abril de 2012, de madrugada.
Passamos tanto tempo da nossa vida procurando o
amor como se fosse algo essencial para dar continuidade a essa vida profana que
levamos. Somos tão passionais a uma situação de amor que nos perdemos dos fatos,
pois entramos em contradição quando dizemos que fazemos o uso da razão. Não
conseguimos compreender o que é ser racional quando o sorriso de uma pessoa te
faz tremer as pernas como se fosse uma criança.
Ultimamente
tenho idealizado que o amor fosse acontecer como na maioria dos filmes que assistimos
e choramos no final: Duas pessoas se olham, sorriem uma para a outra e assim
começa toda uma história que não fará o menor sentido no começo, mas terminará
como mais uma história clichê de amor. Acho que deve ser por isso que nunca dá
certo comigo. O máximo que acontece é o cara idiota (nesse caso, eu) se
perdendo naquele sorriso esplêndido, fato que o destrói quando percebe que o
anti-herói (no caso, ele) nota que está sendo observado e sorri mais ainda. :3
Espero que ele nunca saiba que o seu sorriso
inocente me faz arrepiar, mas que ao mesmo tempo me destrói por dentro. Que ele
nunca saiba o quão sem graça é estar diante da tua visão e como caço o teu
olhar quando está por perto, mesmo sendo o banheiro do 3º andar o local que
mais nos encontramos. Que não seja para mim tão perfeito como Carlota foi para
Wether.
Idiota
sou de querer ser o que jamais conseguirei ser, de observar-te a espera do
próximo sorriso, para que assim seja permitido deliciar-me de suas ousadias.
Experimentar ou aplicar o mesmo veneno, não significa que irá mudar de opinião
sobre ele.
sábado, 14 de abril de 2012
Os fantasmas ainda passam por lá.
E só o que ele queria era alguém que o escutasse
para dividir aquelas dores, dividir aqueles pensamentos e suprimir de si mesmo.
Correu por todos os lugares. Procurou todos da sua lista. Foi até o penúltimo.
Aquele que se encontrara no final já estava riscado fazia algum tempo.
E nada conseguiu, nada falou, apenas engoliu a
seco mais uma vez...
Os fantasmas ainda passam por lá.
Os fantasmas ainda passam por lá.
domingo, 8 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
Reticências.
E agora percebo que continuo sendo o mesmo idiota
de sempre, pois há estilhaços de algo quebrado dentro de mim. As pessoas mudam,
mas algo sempre continua da mesma maneira que era antes. É difícil erguer a cabeça
e se auto-declarar forte. É difícil entender como há tantas virgulas num texto
antigo. Eu tenho medo do amanhã. Paro de escrever,pois minhas lágrimas já estão borrando minhas palavras.
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