terça-feira, 1 de maio de 2012

Talvez meu erro seja pensar demais [...]

quinta-feira, 26 de abril de 2012

"A morte de Lindóia"


[...]
Os olhos, em que Amor reinava, um dia,
Cheios de morte; e muda aquela língua,
Que ao surdo vento, e aos ecos tantas vezes
Contou a larga história de seus males.
Nos olhos Caitutu não sofre o pranto,
E rompe em profundíssimos suspiros,
Lendo na testa da fronteira gruta
De sua mão já trêmula gravado
O alheio crime, e a voluntária morte.
E por todas as partes repetido
O suspirado nome de Cacambo.
Inda conserva o pálido semblante
Um não sei quê de magoado, e triste,
Que os corações mais duros enternece.
Tanto era bela no seu rosto a morte!


Basilio da Gama

segunda-feira, 23 de abril de 2012

“Levantem as barreiras. Montem as defesas para uma nova guerra consigo mesmo.”


Um nome. Uma situação. Os atores em cena. Fecha os olhos e volta.
Não sou nada nesta peça. Mas o fato de estar na primeira fila me machuca.
Passagem do Tempo. O quão horrível ele pode ser isso?
O quão dolorido é estar sozinho quando o mundo te sufoca?
Dói menos do que ter a coragem de deixar de ser como é...

Mas... deixa o verão pra mais tarde.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Receita pra lavar palavra suja - Viviane Mosé


Será que você lembra?


Letras feitas de papel que estão guardadas até hoje, que um dia já significou o mundo, sendo assim, mais uma recordação. 

16 de abril de 2012, de madrugada.


      Passamos tanto tempo da nossa vida procurando o amor como se fosse algo essencial para dar continuidade a essa vida profana que levamos. Somos tão passionais a uma situação de amor que nos perdemos dos fatos, pois entramos em contradição quando dizemos que fazemos o uso da razão. Não conseguimos compreender o que é ser racional quando o sorriso de uma pessoa te faz tremer as pernas como se fosse uma criança.
     Ultimamente tenho idealizado que o amor fosse acontecer como na maioria dos filmes que assistimos e choramos no final: Duas pessoas se olham, sorriem uma para a outra e assim começa toda uma história que não fará o menor sentido no começo, mas terminará como mais uma história clichê de amor. Acho que deve ser por isso que nunca dá certo comigo. O máximo que acontece é o cara idiota (nesse caso, eu) se perdendo naquele sorriso esplêndido, fato que o destrói quando percebe que o anti-herói (no caso, ele) nota que está sendo observado e sorri mais ainda. :3
       Espero que ele nunca saiba que o seu sorriso inocente me faz arrepiar, mas que ao mesmo tempo me destrói por dentro. Que ele nunca saiba o quão sem graça é estar diante da tua visão e como caço o teu olhar quando está por perto, mesmo sendo o banheiro do 3º andar o local que mais nos encontramos. Que não seja para mim tão perfeito como Carlota foi para Wether.
      Idiota sou de querer ser o que jamais conseguirei ser, de observar-te a espera do próximo sorriso, para que assim seja permitido deliciar-me de suas ousadias. Experimentar ou aplicar o mesmo veneno, não significa que irá mudar de opinião sobre ele.

sábado, 14 de abril de 2012

Os fantasmas ainda passam por lá.


     E só o que ele queria era alguém que o escutasse para dividir aquelas dores, dividir aqueles pensamentos e suprimir de si mesmo. Correu por todos os lugares. Procurou todos da sua lista. Foi até o penúltimo. Aquele que se encontrara no final já estava riscado fazia algum tempo.

     E nada conseguiu, nada falou, apenas engoliu a seco mais uma vez...
Os fantasmas ainda passam por lá.

domingo, 8 de abril de 2012


sábado, 7 de abril de 2012

Reticências.


     E agora percebo que continuo sendo o mesmo idiota de sempre, pois há estilhaços de algo quebrado dentro de mim. As pessoas mudam, mas algo sempre continua da mesma maneira que era antes. É difícil erguer a cabeça e se auto-declarar forte. É difícil entender como há tantas virgulas num texto antigo. Eu tenho medo do amanhã. Paro de escrever,pois minhas lágrimas já estão borrando minhas palavras.